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Infectologista para PrEP: consulta, exames e proteção

Infectologista para PrEP: Consulta, Exames e Proteção

Como escolher entre o esquema diário e o 2-1-1 — e o que checar antes de cada retorno trimestral.

“Atendo semanalmente quem está começando a profilaxia. O erro mais comum é pular a testagem do HIV antes do primeiro comprimido. Isso mascara infecção recente e compromete todo o acompanhamento.”

CRM 189080RQE 101779Infectologia
Ver currículo do profissional
Formação acadêmica
  • UNIFESP/EPM – Residência em Infectologia
  • Fellowship em Imunologia Clínica (UNIFESP)
  • Mestrado em andamento na UNIFESP (Imunologia aplicada às Infecções)
  • Professor voluntário do Ambulatório de Imunologia da UNIFESP.
Títulos de especialista
  • Título de Especialista em Infectologia pela SBI (RQE 101779)
  • Fellowship em Imunologia Clínica (UNIFESP)
  • Mestrando em Imunologia aplicada às infecções (UNIFESP)
  • Especialização em ISTs e Saúde LGBTQIA+
  • Capacitação em Medicina do Viajante.
Sociedades médicas
  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)
  • Membro da Sociedade Brasileira de Imunologia
  • Membro-Fundador do NAISBDST
  • Vinculado à Disciplina de Alergia
  • Imunologia Clínica e Reumatologia da UNIFESP.
Onde atende
  • Instituto Medicina em Foco (SP); Hospital São Paulo (HSP-UNIFESP); Hospital do Rim (Hrim); ICESP; Rede D'Or São Luíz; Prevent Senior; NuDII; Ambulatório de Imunologia Clínica da UNIFESP.
Áreas de atuação
  • Infectologia
Escutar post8:43
Dr. Celso Mendanha, Infectologia — infectologista para PrEP
7 min de leituraRevisado por Dr. Celso MendanhaCRM 189080 · RQE 101779Atualizado em 28 de agosto de 20263 referências citadas
Sumário
  1. O que faz um infectologista para PrEP na primeira consulta
  2. Quem tem indicação de PrEP e quem não precisa
  3. PrEP diária ou sob demanda (2-1-1): qual esquema escolher
  4. Exames antes e durante a PrEP
  5. Quanto custa a PrEP: SUS gratuito ou particular
  6. Qual é a eficácia real da PrEP e o que ela não protege
  7. Efeitos colaterais e segurança renal e óssea
  8. Teleconsulta ou presencial para iniciar a PrEP
  9. Especialista da equipe do Dr. Rodrigo Barbosa

Agende sua avaliação com Dr. Celso

Infectologia

Atendo essa queixa toda semana no consultório. Quase sempre a pessoa chega já decidida a começar, sem saber que o primeiro passo é afastar uma infecção recente. Explico o esquema, combino os retornos e entrego um plano simples de seguir. É isso que evita o abandono nos primeiros meses.

— Dr. Celso Mendanha
O infectologista para PrEP conduz quem busca proteção contra o HIV, da testagem inicial à escolha do esquema. Quem procura o acompanhamento costuma chegar com uma dúvida central: por onde começar e com quem. A profilaxia reduz o risco de infecção, mas exige acompanhamento contínuo para manter a segurança.
A adesão é o que define o sucesso da prevenção. Entender cada etapa reduz o abandono, a principal causa de falha da profilaxia no mundo real.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Primeira consulta

    O infectologista para PrEP faz anamnese de risco e testagem rápida no mesmo dia.

  • 2Exames iniciais

    Coleta de creatinina, hepatites e painel de ISTs antes do início.

  • 3Prescrição

    Escolha do esquema diário ou 2-1-1 conforme o seu perfil.

  • 4Retorno em 30 dias

    Reavaliação de efeitos e reforço da adesão.

  • 5Trimestral

    Repetição de testagem e monitoramento renal a cada 3 meses.

01

O que faz um infectologista para PrEP na primeira consulta

Análise completa

Na minha rotina, a primeira consulta raramente termina sem decisão. O paciente responde sobre práticas sexuais, uso de preservativo e histórico de ISTs.

Anamnese de risco

Pergunto sobre parcerias, exposições recentes e episódios anteriores de IST. Essas respostas definem a elegibilidade. A conversa é sigilosa e sem julgamento.

Testagem no mesmo dia

Antes de prescrever, é preciso afastar infecção recente pelo HIV. O teste rápido sai em poucos minutos. Se houver dúvida de janela imunológica, o início é adiado até repetir a sorologia.

Para quem está na capital, o infectologista em São Paulo conduz esse acompanhamento de perto.

02

Quem tem indicação de PrEP e quem não precisa

Análise completa

A indicação não é universal. A avaliação com o infectologista para PrEP é o que define se ela se aplica a você.

Perfis que se beneficiam

Homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e quem vive parceria sorodiferente costumam se enquadrar. Também entra quem troca de parceiros com frequência.

Quando a PrEP não é o primeiro passo

Quem usa preservativo de forma consistente, em relação monogâmica com parceiro soronegativo, raramente precisa. Nesses casos, a testagem regular já resolve a dúvida.

Para saber se você se encaixa, veja como encontrar um médico que prescreve PrEP e inicia o esquema com segurança.

Médico conversando com paciente em consultório sobre prevenção — infectologista para PrEP
Médico conversando com paciente em consultório sobre prevençãoAgende sua avaliação com Dr. Celso →
03

PrEP diária ou sob demanda (2-1-1): qual esquema escolher

Análise completa

A escolha depende do padrão de exposição e da capacidade de planejar. Os dois esquemas protegem, mas em situações diferentes.

Esquema diário

Um comprimido por dia protege de forma contínua. É a opção mais simples para quem tem relações imprevisíveis. A proteção não depende do horário da relação.

Esquema sob demanda (2-1-1)

Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia, o 2-1-1 usa duas doses de 2 a 24 horas antes da relação. A terceira vem 24 horas depois, e a quarta, 48 horas depois. Ele serve apenas para sexo anal planejado.

04

Exames antes e durante a PrEP

Análise completa

Nenhum comprimido é prescrito sem testagem. O objetivo é garantir que não há infecção recente e que os rins estão saudáveis.

O que pedir no início

Teste de HIV, creatinina, hepatites B e C, sífilis e demais ISTs. O HBsAg é essencial. O vírus da hepatite B exige cuidado especial na prescrição.

O que repetir nos retornos

O protocolo do Ministério da Saúde prevê repetição trimestral da testagem. A creatinina também volta a cada 3 meses. Esse ritmo detecta cedo qualquer alteração.

Se o teste de HIV vier positivo, o caminho muda. Veja o que fazer diante de um teste HIV positivo.

05

Quanto custa a PrEP: SUS gratuito ou particular

Análise completa

O custo varia conforme a via de acesso. No SUS, a PrEP integra a prevenção combinada e é oferecida sem custo direto.

Pelo SUS

Unidades de referência distribuem o medicamento após avaliação. O processo é gratuito. O acompanhamento segue o protocolo do Ministério da Saúde.

No particular

O valor envolve a consulta, os exames iniciais e o medicamento genérico. O genérico de tenofovir e entricitabina reduziu bastante o custo mensal.

A marcação é direta com o infectologista, sem burocracia de guia. O retorno trimestral mantém o esquema ajustado.

06

Qual é a eficácia real da PrEP e o que ela não protege

Análise completa

A profilaxia é muito eficaz, mas não é uma barreira contra tudo. Ela protege do HIV. Não protege de sífilis, gonorreia, clamídia ou HPV.

O número real

Com adesão correta, a redução do risco de infecção pelo HIV supera 99%. A Organização Mundial da Saúde posiciona a PrEP como peça central da prevenção combinada.

O que escapa da proteção

O preservativo continua sendo o único método que barra as demais ISTs. A analogia é simples: a PrEP é como capacete. Protege a cabeça, não o resto do corpo.

07

Efeitos colaterais e segurança renal e óssea

Análise completa

A maioria tolera bem o esquema. Náusea, dor de cabeça e gases aparecem nas primeiras semanas e costumam passar sozinhos.

O que o médico vigia

O tenofovir pede atenção à função renal e à densidade óssea. A creatinina é medida antes de iniciar e repetida nos retornos.

Quando trocar de esquema

Em quem já tem osteopenia ou creatinina limítrofe, o TAF/FTC pode ser alternativa ao TDF/FTC. Esse manejo é comum no acompanhamento do especialista em HIV.

08

Teleconsulta ou presencial para iniciar a PrEP

Análise completa

Muita gente começa pela teleconsulta. O infectologista para PrEP acompanha bem a distância, com retornos presenciais quando necessário.

O que dá para resolver online

Avaliação de risco, escolha do esquema e receita. A conversa é a mesma do consultório. O prontuário e o sigilo seguem as mesmas regras.

Quando o presencial ajuda

Se houver sintoma de IST, exame físico ou suspeita de infecção recente, a ida ao consultório é o caminho mais seguro. A decisão cabe ao médico.

09

Especialista da equipe do Dr. Rodrigo Barbosa

Análise completa

O Dr. Celso José Mendanha Da Silva integra a equipe do Dr. Rodrigo Barbosa no Instituto Medicina em Foco. A atuação é coordenada dentro de uma proposta assistencial multidisciplinar.

Como isso beneficia o paciente

O cuidado não fica isolado na infectologia. Há discussão clínica integrada com outras áreas. Isso dá continuidade e segurança ao acompanhamento.

Atuação integrada

A autoridade do Dr. Rodrigo Barbosa reforça a do especialista, e o caminho inverso também acontece. O paciente ganha um cuidado com assinatura institucional clara.

O que dizem os pacientes

Profissional competente, atualizado! Informações precisas com atendimento individualizado e humanizado.
— FFM (set/2024)
o médico foi muito profissional e detalhista, não teve pressa e levou seu tempo comigo. Eu recomendo. obrigado.
— Paciente (ago/2024)
Ele é muito atencioso e direto. Ele é de fácil comunicação e contato após a consulta para qualquer dúvida que você tenha.
— JD (abr/2024)
Próximo passo

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Avalie sua indicação de PrEP, faça a testagem inicial e saia com um plano de retornos claro para o ano inteiro.

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Perguntas frequentes

Como funciona o acompanhamento com um infectologista para PrEP?

Começa com anamnese e testagem para HIV e ISTs. Depois vem a prescrição do esquema diário ou sob demanda. Os retornos são trimestrais, com repetição dos exames e da creatinina.

Quanto custa a PrEP particular?

No SUS, a PrEP é gratuita e inclui consulta, exames e medicamento. No particular, o custo se divide entre a consulta, os exames iniciais e o genérico. O genérico reduziu bastante o valor mensal.

Quais exames são feitos antes de iniciar a PrEP?

Teste de HIV, creatinina, hepatites B e C, sífilis e demais ISTs. O HBsAg entra nessa triagem de base. O objetivo é afastar infecção recente e checar a função renal antes do início.

A PrEP protege completamente contra o HIV?

Não protege de forma total, mas chega muito perto. Com adesão correta e uso contínuo, a redução do risco de infecção supera 99%. Ela não cobre sífilis, gonorreia ou outras ISTs.

Qual o valor de uma consulta com infectologista particular?

O valor varia conforme a cidade e a experiência do profissional. Muitos infectologistas oferecem teleconsulta para iniciar o acompanhamento à distância. A primeira consulta presencial inclui a avaliação de risco completa e os exames.

Como funciona a PrEP sob demanda 2-1-1?

São duas doses de 2 a 24 horas antes da relação, uma dose após 24 horas e outra após 48 horas. O esquema vale apenas para sexo anal planejado e exige orientação médica.

A PrEP tem efeito colateral renal?

O tenofovir pode afetar a função renal em parte dos usuários. Por isso a creatinina é medida antes do início e repetida nos retornos. Alterações relevantes são raras em rins saudáveis.

Quanto tempo a PrEP leva para fazer efeito?

No sexo anal, a proteção plena surge após cerca de 7 dias de uso diário. Por isso a testagem antes do início é essencial. Ela afasta uma infecção já presente.

Qual a diferença entre PrEP e PEP?

A PrEP é contínua e tomada antes da exposição. A PEP é de emergência, iniciada em até 72 horas após um contato de risco. São estratégias diferentes, com indicações diferentes — veja como PrEP e PEP se diferenciam na prática.

Como conseguir PrEP gratuita pelo SUS?

Procure uma unidade de referência em prevenção combinada no seu município. O acolhimento é gratuito e inclui testagem, prescrição e dispensação do medicamento. O acompanhamento segue o protocolo do Ministério da Saúde.

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