...

Uma equipe,
os melhores especialistas do país

Uma equipe,
os melhores especialistas do país

Médico que prescreve PrEP: como encontrar e iniciar com segurança

Leitura rápida

Pontos-chave deste guia

  1. O infectologista é o profissional de referência para prescrever PrEP, mas médicos com treinamento em saúde sexual também podem fazê-lo.
  2. Antes da primeira receita são obrigatórios teste de HIV, função renal (creatinina), sorologias para hepatites B e C, sífilis e demais ISTs.
  3. A PrEP diária precisa de cerca de 7 dias para atingir proteção plena em sexo anal e 20 dias em sexo vaginal.
  4. Existe a modalidade ‘sob demanda’ (2-1-1), indicada apenas para sexo anal em homens cisgêneros.
  5. O acompanhamento é trimestral nos primeiros meses, com reavaliação de HIV, função renal e ISTs.
  6. A PrEP protege contra HIV, mas não contra sífilis, gonorreia, clamídia, HPV ou hepatites — preservativo continua importante.
  7. No SUS, a PrEP é gratuita em SAEs e CTAs; na rede privada, a consulta com infectologista é o caminho mais ágil — vale entender também quanto custa uma consulta com infectologista particular em SP.
  8. Pessoas com hepatite B ativa precisam de protocolo específico antes de iniciar a profilaxia.
InfectologiaDr. Rodrigo Barbosa

Sou o Dr. Celso Mendanha, infectologista e imunologista clínico, e atendo todos os meses pessoas que chegam ao consultório com a mesma frase: ‘demorei a procurar porque tive vergonha de pedir’. A PrEP é uma conversa de cuidado, não um julgamento — e o meu trabalho começa exatamente em fazer essa porta de entrada existir sem constrangimento, com escuta clínica e plano individualizado.

— Dr. Celso Mendanha

O médico que prescreve PrEP é, em geral, o infectologista, mas também clínicos com treinamento em saúde sexual e HIV podem fazê-lo. Saiba quando procurar o melhor infectologista de São Paulo para iniciar a profilaxia com segurança. A prescrição exige sorologia recente para HIV, avaliação de função renal, rastreio de hepatites e ISTs, além de acompanhamento trimestral durante todo o uso.

A PrEP (profilaxia pré-exposição ao HIV) é uma combinação de dois antirretrovirais — tenofovir e entricitabina — que, tomada antes da exposição ao vírus, reduz em mais de 95% o risco de infecção quando usada corretamente. Encontrar um médico que prescreve PrEP com segurança é o primeiro passo prático para transformar essa tecnologia em proteção real no dia a dia. Para entender quem é esse profissional na prática e como funciona o atendimento, vale conhecer também o trabalho do infectologista particular Dr. Celso Mendanha em São Paulo.

Apesar de a PrEP estar disponível gratuitamente no SUS desde 2017 e em consultórios privados especializados, ainda há muita dúvida sobre quem pode prescrever, quais exames são exigidos antes do início e como funciona o acompanhamento. Este guia foi escrito para responder a essas perguntas com a clareza de quem vive isso na rotina do consultório, sem rodeios e sem terminologia que afasta o leitor da decisão de se cuidar.

Quem é o médico que prescreve PrEP no Brasil

Leia mais sobre quem é o médico que prescreve prep no brasil

Na prática clínica diária do consultório, observamos que a maioria das pessoas chega procurando ‘o médico que prescreve PrEP perto de mim’ sem saber exatamente qual especialidade procurar — e essa dúvida atrasa, em média, semanas de proteção que poderiam já estar ativas.

A prescrição da PrEP no Brasil não é restrita a uma única especialidade, mas o infectologista é o profissional de referência por dominar tanto a farmacologia dos antirretrovirais quanto a interpretação fina das sorologias envolvidas. Clínicos gerais, médicos de família e ginecologistas com treinamento em saúde sexual também podem prescrever, desde que sigam o protocolo do Ministério da Saúde.

Na rede pública, a prescrição é feita em Serviços de Atenção Especializada (SAE) e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), por equipes multiprofissionais que incluem infectologista, enfermeiro e farmacêutico. Na rede privada, o caminho mais direto é a consulta com infectologista habilitado em saúde sexual, que conduz o processo completo da indicação ao seguimento.

O que diferencia um bom médico que prescreve PrEP não é apenas a assinatura na receita: é a leitura individualizada do risco, a discussão honesta sobre adesão, o manejo de efeitos colaterais iniciais e a integração da profilaxia a outras camadas de prevenção — vacinas, rastreamento de ISTs, suporte em saúde mental e redução de danos.

Comparativo: onde encontrar um médico que prescreve PrEP
LocalProfissionalCustoTempo até primeira dose
SAE/CTA do SUSInfectologista e equipe multiprofissionalGratuito1 a 4 semanas (depende da agenda local)
UBS com PrEP implantadaMédico de família treinadoGratuitoVariável por município
Consultório privadoInfectologista com foco em saúde sexualConsulta particular ou convênioGeralmente na mesma semana
Clínicas de saúde sexual privadasEquipe especializadaPacote consulta + examesCostuma ser ágil, 3 a 7 dias

Quer uma avaliação reservada para começar a PrEP com segurança? Falar com o consultório

Avaliação inicial: o que acontece na primeira consulta

Leia mais sobre avaliação inicial: o que acontece na primeira consulta

A primeira consulta para PrEP costuma durar entre 40 e 60 minutos. É um encontro de história clínica detalhada, não apenas de receita: pergunto sobre práticas sexuais, número e perfil de parceiros, uso de preservativo, eventos prévios de exposição, uso de álcool e outras substâncias, vacinas em dia e histórico de ISTs. Esse mapa é o que orienta o regime mais adequado.

Em paralelo à anamnese, oriento a coleta de exames laboratoriais que precedem a primeira dose: teste rápido e sorológico para HIV, sorologia para hepatites B e C, sífilis (VDRL/treponêmico), creatinina com cálculo de clearance, gonorreia e clamídia em sítios relevantes (uretra, faringe, reto). Em mulheres cis, acrescento beta-hCG quando indicado.

Costumo explicar que essa avaliação não é burocracia — é segurança. Prescrever PrEP em alguém com HIV ainda não diagnosticado pode induzir resistência viral; iniciar em alguém com hepatite B ativa sem planejamento pode descompensar o quadro hepático ao interromper a medicação. A primeira consulta é a parte mais importante de toda a jornada.

  1. Etapa 1: História clínica e sexual detalhada, com avaliação individualizada de risco de exposição ao HIV.
  2. Etapa 2: Solicitação de exames: HIV (testagem combinada), sífilis, hepatites B e C, função renal, ISTs em sítios pertinentes.
  3. Etapa 3: Discussão do regime (diário ou sob demanda) e orientação sobre janela de proteção e adesão.
  4. Etapa 4: Prescrição da PrEP, agendamento de retorno em 30 dias e do seguimento trimestral subsequente.
Médico que prescreve PrEP: critérios clínicos em SP | Dr — imagem complementar

Posso conduzir sua avaliação inicial em consulta única, com encaminhamento dos exames. Agendar primeira consulta

PrEP diária versus PrEP sob demanda: qual é a sua

Leia mais sobre prep diária versus prep sob demanda: qual é a sua

Existem hoje dois regimes oficialmente validados de PrEP oral no Brasil. O regime diário consiste em um comprimido de tenofovir + entricitabina por dia, atingindo proteção plena após cerca de 7 dias para exposição anal e 20 dias para exposição vaginal — e é o único indicado para mulheres cis, pessoas trans em terapia hormonal e quem tem vida sexual frequente.

Já a PrEP sob demanda, também chamada de 2-1-1, é tomada apenas em torno de eventos sexuais planejados: 2 comprimidos entre 2 e 24 horas antes da relação, 1 comprimido 24 horas depois e 1 comprimido 48 horas depois. Esse esquema é validado apenas para sexo anal em homens cisgêneros e não se aplica a outros contextos.

A escolha entre os dois regimes não é puramente de preferência. Ela depende da frequência das exposições, da previsibilidade dos encontros, do uso de hormônios, da função renal e da capacidade de manter adesão sem ansiedade. Muitas pessoas começam no regime diário e, com o tempo, conversamos sobre alternar para sob demanda se o perfil mudar — ou o contrário.

  • PrEP diária: Um comprimido por dia, sem janelas; protege independentemente do calendário sexual.
  • PrEP sob demanda (2-1-1): Apenas para sexo anal em homens cis, com eventos planejáveis e função renal preservada.
  • PrEP injetável (cabotegravir): Aplicação a cada 2 meses, indisponível na maioria dos serviços brasileiros até o momento, mas em expansão.

PrEP, PEP e outras camadas de prevenção: como tudo se conecta

Leia mais sobre prep, pep e outras camadas de prevenção: como tudo se conecta

PrEP e PEP são primas, não sinônimos. A PrEP é tomada antes da exposição, em rotina; a PEP é tomada depois de uma exposição de risco já ocorrida, idealmente em até 2 horas e impreterivelmente em até 72 horas, por 28 dias. Reconhecer essa diferença muda o desfecho de quem busca ajuda em situações de emergência sexual.

Outro ponto que costumo reforçar: a profilaxia ao HIV não substitui o restante do cuidado em saúde sexual. A PrEP é exclusiva para HIV. Sífilis, gonorreia, clamídia, HPV, hepatite C e mpox seguem possíveis — daí a importância do rastreamento trimestral, da vacinação contra HPV e hepatite B, e do uso de preservativo em situações de maior incerteza sobre o status sorológico do parceiro.

Pacientes que chegam buscando o melhor médico que prescreve PrEP costumam sair com mais do que uma receita: saem com um plano de prevenção integrado, que considera vacinas, rastreamento periódico, suporte em saúde mental e, quando indicado, redução de danos. É essa visão de conjunto que diferencia um atendimento de referência.

Construímos juntos o plano de prevenção que cabe na sua rotina. Conversar sobre meu caso

Seguimento clínico: monitoramento, efeitos colaterais e ajustes

Leia mais sobre seguimento clínico: monitoramento, efeitos colaterais e ajustes

A PrEP não termina na primeira receita — começa nela. O protocolo brasileiro prevê retorno em 30 dias após o início, para checar tolerância e adesão, e seguimento trimestral nos meses seguintes. Em cada retorno, refazemos testagem para HIV, rastreio de ISTs em sítios relevantes, função renal e, conforme o perfil, sorologia para hepatites.

Efeitos colaterais leves — náusea discreta, cefaleia, desconforto abdominal — podem ocorrer nas duas primeiras semanas e tendem a desaparecer espontaneamente. Eventos clinicamente relevantes, como queda de função renal ou redução de densidade óssea, são raros, monitoráveis e reversíveis com suspensão. Por isso o acompanhamento existe: para identificar cedo, não para alarmar.

Para quem busca um profissional de saúde para PEP ou para PrEP de referência, o critério mais importante é a continuidade. Não basta prescrever bem — é preciso estar disponível para retornos, ajustes de regime, dúvidas sobre interações medicamentosas e mudanças de fase de vida que alteram o risco. Esse vínculo é o que sustenta proteção real ao longo dos anos.

Rotina de seguimento da PrEP
MomentoExames principaisFoco da consulta
InícioHIV, hepatites B/C, sífilis, creatinina, ISTsDefinição do regime e orientação inicial
30 diasHIV, função renalTolerância, adesão e dúvidas iniciais
A cada 3 mesesHIV, sífilis, gonorreia/clamídia, creatininaManutenção, ajustes e rastreamento de ISTs
A cada 6-12 mesesHepatites, perfil lipídico se indicadoReavaliação ampla e plano vacinal

Estou disponível para o seguimento trimestral da sua PrEP, presencial ou por telemedicina. Marcar retorno

Como cuidamos no Instituto Medicina em Foco

O Dr. Celso Mendanha integra a equipe do Instituto Medicina em Foco, sob a coordenação do Dr. Rodrigo Barbosa, e conduz os atendimentos de infectologia, imunologia clínica e saúde sexual com a mesma diretriz editorial e clínica do Instituto: escuta sem julgamento, decisão compartilhada e cuidado longitudinal.

Para a PrEP, isso significa uma porta de entrada rápida, avaliação clínica criteriosa e seguimento trimestral integrado ao restante do cuidado em saúde sexual — vacinas, rastreamento de ISTs, suporte em saúde mental e medicina do viajante quando indicado. Acreditamos que prevenção de HIV é parte de uma vida inteira, não um evento isolado.

Próximo passo

Agende sua avaliação com Dr. Celso Mendanha

Cada caso de infectologia pede um plano próprio. Vamos conversar sobre o seu e desenhar o melhor caminho com você.

  • Atendimento humanizado
  • Avaliação individualizada
  • Plano terapêutico personalizado
Agendar pelo WhatsApp

Resposta no mesmo dia útil · Atendimento humanizado e sem pressa

Endereço completo

Instituto Medicina em Foco (SP); Hospital São Paulo (HSP-UNIFESP); Hospital do Rim (HRim); ICESP; Rede D'Or São Luíz; Prevent Senior; NuDII; Ambulatório de Imunologia Clínica da UNIFESP.
Rua Frei Caneca, 1380 – Térreo, Consolação, São Paulo – SP (cruzamento com a Av. Paulista) · CEP 01307-002 · São Paulo/SP
5511918478345

Conteúdo informativo: não substitui consulta presencial. A conduta é definida após avaliação clínica individualizada.

Fontes e referências

Diretrizes, sociedades médicas e literatura consultadas na elaboração deste conteúdo. Esse raciocínio ganha contexto quando comparado com materiais da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)

Perguntas frequentes

Quais são os principais sinais de que a PrEP pode ser indicada para mim?

A indicação considera contexto, não rótulo. São critérios frequentes: relações sexuais sem preservativo com parceiros de status sorológico desconhecido, múltiplos parceiros, parceiro com HIV não suprimido viralmente, episódios prévios de IST nos últimos 12 meses, uso de PEP repetido e participação em redes sexuais de alta prevalência. A conversa franca com o médico define se a PrEP faz sentido na sua fase de vida.

Por quanto tempo preciso tomar a PrEP para estar protegido contra o HIV?

Depende do regime. Na PrEP diária, a proteção plena é alcançada em cerca de 7 dias para exposições anais e em torno de 20 dias para exposições vaginais. Na PrEP sob demanda (2-1-1), a proteção se estabelece com a tomada das 2 cápsulas de 2 a 24 horas antes da relação. Em nenhum dos casos a proteção é imediata, e a adesão é o fator decisivo.

A PrEP protege contra outras ISTs, como sífilis ou HPV?

Não. A PrEP é específica para HIV e não atua sobre sífilis, gonorreia, clamídia, HPV, hepatites virais ou mpox. Por isso o rastreamento trimestral das demais ISTs faz parte do acompanhamento, junto com vacinação contra HPV e hepatites e uso de preservativo em situações de maior incerteza.

Quais exames são obrigatórios antes de iniciar a PrEP?

São essenciais: teste para HIV (de preferência testagem combinada de 4ª geração), sorologia para hepatites B e C, sífilis (treponêmico e não-treponêmico), creatinina sérica com cálculo do clearance, gonorreia e clamídia em sítios pertinentes. Em mulheres cis, acrescenta-se beta-hCG quando indicado. Sem esses exames, não há prescrição segura.

Posso iniciar a PrEP se já tiver tido hepatite B?

Em geral, sim — mas com avaliação cuidadosa. Como o tenofovir e a entricitabina também tratam hepatite B, é preciso identificar se a infecção é resolvida, crônica ou se há imunidade vacinal. Em hepatite B crônica ativa, o acompanhamento conjunto com hepatologista é importante, especialmente diante de qualquer suspensão futura da PrEP, que pode desencadear reativação.

O que devo fazer se esquecer de tomar uma dose da PrEP diária?

Na maioria dos casos, basta tomar a dose esquecida assim que lembrar, desde que ainda esteja dentro do mesmo dia. Se já se aproxima do horário da próxima, pule a dose anterior e siga a rotina normalmente — nunca dobre. Esquecimentos repetidos em semanas seguidas merecem conversa com o médico antes de novas exposições.

A PrEP pode interagir com outros medicamentos que estou tomando?

Sim, embora as interações relevantes sejam poucas. Anti-inflamatórios em uso prolongado podem somar nefrotoxicidade ao tenofovir; alguns anticonvulsivantes e medicações para hepatite C exigem ajustes. Hormônios para pessoas trans não contraindicam a PrEP. Sempre informe seu médico sobre todos os medicamentos, suplementos e fitoterápicos em uso.

Quais são os riscos a longo prazo do uso da PrEP?

Estudos de longo prazo mostram um perfil de segurança favorável. Os pontos monitorados são pequenas reduções de densidade óssea e alterações discretas de função renal, geralmente reversíveis com a suspensão. O acompanhamento trimestral existe justamente para identificar precocemente qualquer alteração e ajustar conduta antes que se torne clinicamente relevante.

Como a PrEP é entregue: SUS, convênio ou consultório privado?

No SUS, a PrEP é gratuita, dispensada em SAEs, CTAs e UBSs habilitadas, mediante prescrição da equipe do serviço. Na rede privada, o médico que prescreve PrEP emite a receita e o paciente adquire a medicação em farmácias comerciais, com possibilidade de cobertura parcial por planos de saúde dependendo do contrato. A consulta privada costuma ser o caminho mais ágil.

Posso interromper a PrEP quando quiser?

Pode, mas com critério. Após a última exposição de risco, mantém-se a PrEP diária por mais 7 dias em sexo anal e por 28 dias em sexo vaginal antes de suspender. Em pessoas com hepatite B, a suspensão exige planejamento adicional. Retomar mais tarde é possível e, em geral, requer apenas nova testagem para HIV antes do reinício.

Aviso médico: este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica presencial. Para diagnóstico e tratamento individualizado, agende avaliação com um profissional habilitado. Dr. Celso Mendanha — CRM-SP 189080 / RQE 101779. Publicado em 27/05/2026. Última revisão: 27/05/2026.

O médico atende em diferentes hospitais e unidades parceiras; condições de atendimento, convênios aceitos e valores podem variar conforme o local escolhido. Confirme os detalhes no momento do agendamento.

0 comentários

Notícias Relacionadas