Pontos-chave deste guia
- O infectologista é o profissional de referência para prescrever PrEP, mas médicos com treinamento em saúde sexual também podem fazê-lo.
- Antes da primeira receita são obrigatórios teste de HIV, função renal (creatinina), sorologias para hepatites B e C, sífilis e demais ISTs.
- A PrEP diária precisa de cerca de 7 dias para atingir proteção plena em sexo anal e 20 dias em sexo vaginal.
- Existe a modalidade ‘sob demanda’ (2-1-1), indicada apenas para sexo anal em homens cisgêneros.
- O acompanhamento é trimestral nos primeiros meses, com reavaliação de HIV, função renal e ISTs.
- A PrEP protege contra HIV, mas não contra sífilis, gonorreia, clamídia, HPV ou hepatites — preservativo continua importante.
- No SUS, a PrEP é gratuita em SAEs e CTAs; na rede privada, a consulta com infectologista é o caminho mais ágil — vale entender também quanto custa uma consulta com infectologista particular em SP.
- Pessoas com hepatite B ativa precisam de protocolo específico antes de iniciar a profilaxia.
Sou o Dr. Celso Mendanha, infectologista e imunologista clínico, e atendo todos os meses pessoas que chegam ao consultório com a mesma frase: ‘demorei a procurar porque tive vergonha de pedir’. A PrEP é uma conversa de cuidado, não um julgamento — e o meu trabalho começa exatamente em fazer essa porta de entrada existir sem constrangimento, com escuta clínica e plano individualizado.
— Dr. Celso Mendanha
O médico que prescreve PrEP é, em geral, o infectologista, mas também clínicos com treinamento em saúde sexual e HIV podem fazê-lo. Saiba quando procurar o melhor infectologista de São Paulo para iniciar a profilaxia com segurança. A prescrição exige sorologia recente para HIV, avaliação de função renal, rastreio de hepatites e ISTs, além de acompanhamento trimestral durante todo o uso.
A PrEP (profilaxia pré-exposição ao HIV) é uma combinação de dois antirretrovirais — tenofovir e entricitabina — que, tomada antes da exposição ao vírus, reduz em mais de 95% o risco de infecção quando usada corretamente. Encontrar um médico que prescreve PrEP com segurança é o primeiro passo prático para transformar essa tecnologia em proteção real no dia a dia. Para entender quem é esse profissional na prática e como funciona o atendimento, vale conhecer também o trabalho do infectologista particular Dr. Celso Mendanha em São Paulo.
Apesar de a PrEP estar disponível gratuitamente no SUS desde 2017 e em consultórios privados especializados, ainda há muita dúvida sobre quem pode prescrever, quais exames são exigidos antes do início e como funciona o acompanhamento. Este guia foi escrito para responder a essas perguntas com a clareza de quem vive isso na rotina do consultório, sem rodeios e sem terminologia que afasta o leitor da decisão de se cuidar.
Quem é o médico que prescreve PrEP no Brasil
Leia mais sobre quem é o médico que prescreve prep no brasil
Na prática clínica diária do consultório, observamos que a maioria das pessoas chega procurando ‘o médico que prescreve PrEP perto de mim’ sem saber exatamente qual especialidade procurar — e essa dúvida atrasa, em média, semanas de proteção que poderiam já estar ativas.
A prescrição da PrEP no Brasil não é restrita a uma única especialidade, mas o infectologista é o profissional de referência por dominar tanto a farmacologia dos antirretrovirais quanto a interpretação fina das sorologias envolvidas. Clínicos gerais, médicos de família e ginecologistas com treinamento em saúde sexual também podem prescrever, desde que sigam o protocolo do Ministério da Saúde.
Na rede pública, a prescrição é feita em Serviços de Atenção Especializada (SAE) e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), por equipes multiprofissionais que incluem infectologista, enfermeiro e farmacêutico. Na rede privada, o caminho mais direto é a consulta com infectologista habilitado em saúde sexual, que conduz o processo completo da indicação ao seguimento.
O que diferencia um bom médico que prescreve PrEP não é apenas a assinatura na receita: é a leitura individualizada do risco, a discussão honesta sobre adesão, o manejo de efeitos colaterais iniciais e a integração da profilaxia a outras camadas de prevenção — vacinas, rastreamento de ISTs, suporte em saúde mental e redução de danos.
| Local | Profissional | Custo | Tempo até primeira dose |
|---|---|---|---|
| SAE/CTA do SUS | Infectologista e equipe multiprofissional | Gratuito | 1 a 4 semanas (depende da agenda local) |
| UBS com PrEP implantada | Médico de família treinado | Gratuito | Variável por município |
| Consultório privado | Infectologista com foco em saúde sexual | Consulta particular ou convênio | Geralmente na mesma semana |
| Clínicas de saúde sexual privadas | Equipe especializada | Pacote consulta + exames | Costuma ser ágil, 3 a 7 dias |
Quer uma avaliação reservada para começar a PrEP com segurança? Falar com o consultório
Avaliação inicial: o que acontece na primeira consulta
Leia mais sobre avaliação inicial: o que acontece na primeira consulta
A primeira consulta para PrEP costuma durar entre 40 e 60 minutos. É um encontro de história clínica detalhada, não apenas de receita: pergunto sobre práticas sexuais, número e perfil de parceiros, uso de preservativo, eventos prévios de exposição, uso de álcool e outras substâncias, vacinas em dia e histórico de ISTs. Esse mapa é o que orienta o regime mais adequado.
Em paralelo à anamnese, oriento a coleta de exames laboratoriais que precedem a primeira dose: teste rápido e sorológico para HIV, sorologia para hepatites B e C, sífilis (VDRL/treponêmico), creatinina com cálculo de clearance, gonorreia e clamídia em sítios relevantes (uretra, faringe, reto). Em mulheres cis, acrescento beta-hCG quando indicado.
Costumo explicar que essa avaliação não é burocracia — é segurança. Prescrever PrEP em alguém com HIV ainda não diagnosticado pode induzir resistência viral; iniciar em alguém com hepatite B ativa sem planejamento pode descompensar o quadro hepático ao interromper a medicação. A primeira consulta é a parte mais importante de toda a jornada.
- Etapa 1: História clínica e sexual detalhada, com avaliação individualizada de risco de exposição ao HIV.
- Etapa 2: Solicitação de exames: HIV (testagem combinada), sífilis, hepatites B e C, função renal, ISTs em sítios pertinentes.
- Etapa 3: Discussão do regime (diário ou sob demanda) e orientação sobre janela de proteção e adesão.
- Etapa 4: Prescrição da PrEP, agendamento de retorno em 30 dias e do seguimento trimestral subsequente.
Posso conduzir sua avaliação inicial em consulta única, com encaminhamento dos exames. Agendar primeira consulta
PrEP diária versus PrEP sob demanda: qual é a sua
Leia mais sobre prep diária versus prep sob demanda: qual é a sua
Existem hoje dois regimes oficialmente validados de PrEP oral no Brasil. O regime diário consiste em um comprimido de tenofovir + entricitabina por dia, atingindo proteção plena após cerca de 7 dias para exposição anal e 20 dias para exposição vaginal — e é o único indicado para mulheres cis, pessoas trans em terapia hormonal e quem tem vida sexual frequente.
Já a PrEP sob demanda, também chamada de 2-1-1, é tomada apenas em torno de eventos sexuais planejados: 2 comprimidos entre 2 e 24 horas antes da relação, 1 comprimido 24 horas depois e 1 comprimido 48 horas depois. Esse esquema é validado apenas para sexo anal em homens cisgêneros e não se aplica a outros contextos.
A escolha entre os dois regimes não é puramente de preferência. Ela depende da frequência das exposições, da previsibilidade dos encontros, do uso de hormônios, da função renal e da capacidade de manter adesão sem ansiedade. Muitas pessoas começam no regime diário e, com o tempo, conversamos sobre alternar para sob demanda se o perfil mudar — ou o contrário.
- PrEP diária: Um comprimido por dia, sem janelas; protege independentemente do calendário sexual.
- PrEP sob demanda (2-1-1): Apenas para sexo anal em homens cis, com eventos planejáveis e função renal preservada.
- PrEP injetável (cabotegravir): Aplicação a cada 2 meses, indisponível na maioria dos serviços brasileiros até o momento, mas em expansão.
PrEP, PEP e outras camadas de prevenção: como tudo se conecta
Leia mais sobre prep, pep e outras camadas de prevenção: como tudo se conecta
PrEP e PEP são primas, não sinônimos. A PrEP é tomada antes da exposição, em rotina; a PEP é tomada depois de uma exposição de risco já ocorrida, idealmente em até 2 horas e impreterivelmente em até 72 horas, por 28 dias. Reconhecer essa diferença muda o desfecho de quem busca ajuda em situações de emergência sexual.
Outro ponto que costumo reforçar: a profilaxia ao HIV não substitui o restante do cuidado em saúde sexual. A PrEP é exclusiva para HIV. Sífilis, gonorreia, clamídia, HPV, hepatite C e mpox seguem possíveis — daí a importância do rastreamento trimestral, da vacinação contra HPV e hepatite B, e do uso de preservativo em situações de maior incerteza sobre o status sorológico do parceiro.
Pacientes que chegam buscando o melhor médico que prescreve PrEP costumam sair com mais do que uma receita: saem com um plano de prevenção integrado, que considera vacinas, rastreamento periódico, suporte em saúde mental e, quando indicado, redução de danos. É essa visão de conjunto que diferencia um atendimento de referência.
Construímos juntos o plano de prevenção que cabe na sua rotina. Conversar sobre meu caso
Seguimento clínico: monitoramento, efeitos colaterais e ajustes
Leia mais sobre seguimento clínico: monitoramento, efeitos colaterais e ajustes
A PrEP não termina na primeira receita — começa nela. O protocolo brasileiro prevê retorno em 30 dias após o início, para checar tolerância e adesão, e seguimento trimestral nos meses seguintes. Em cada retorno, refazemos testagem para HIV, rastreio de ISTs em sítios relevantes, função renal e, conforme o perfil, sorologia para hepatites.
Efeitos colaterais leves — náusea discreta, cefaleia, desconforto abdominal — podem ocorrer nas duas primeiras semanas e tendem a desaparecer espontaneamente. Eventos clinicamente relevantes, como queda de função renal ou redução de densidade óssea, são raros, monitoráveis e reversíveis com suspensão. Por isso o acompanhamento existe: para identificar cedo, não para alarmar.
Para quem busca um profissional de saúde para PEP ou para PrEP de referência, o critério mais importante é a continuidade. Não basta prescrever bem — é preciso estar disponível para retornos, ajustes de regime, dúvidas sobre interações medicamentosas e mudanças de fase de vida que alteram o risco. Esse vínculo é o que sustenta proteção real ao longo dos anos.
| Momento | Exames principais | Foco da consulta |
|---|---|---|
| Início | HIV, hepatites B/C, sífilis, creatinina, ISTs | Definição do regime e orientação inicial |
| 30 dias | HIV, função renal | Tolerância, adesão e dúvidas iniciais |
| A cada 3 meses | HIV, sífilis, gonorreia/clamídia, creatinina | Manutenção, ajustes e rastreamento de ISTs |
| A cada 6-12 meses | Hepatites, perfil lipídico se indicado | Reavaliação ampla e plano vacinal |
Estou disponível para o seguimento trimestral da sua PrEP, presencial ou por telemedicina. Marcar retorno
Como cuidamos no Instituto Medicina em Foco
O Dr. Celso Mendanha integra a equipe do Instituto Medicina em Foco, sob a coordenação do Dr. Rodrigo Barbosa, e conduz os atendimentos de infectologia, imunologia clínica e saúde sexual com a mesma diretriz editorial e clínica do Instituto: escuta sem julgamento, decisão compartilhada e cuidado longitudinal.
Para a PrEP, isso significa uma porta de entrada rápida, avaliação clínica criteriosa e seguimento trimestral integrado ao restante do cuidado em saúde sexual — vacinas, rastreamento de ISTs, suporte em saúde mental e medicina do viajante quando indicado. Acreditamos que prevenção de HIV é parte de uma vida inteira, não um evento isolado.
Agende sua avaliação com Dr. Celso Mendanha
Cada caso de infectologia pede um plano próprio. Vamos conversar sobre o seu e desenhar o melhor caminho com você.
- Atendimento humanizado
- Avaliação individualizada
- Plano terapêutico personalizado
Resposta no mesmo dia útil · Atendimento humanizado e sem pressa
Endereço completo
Instituto Medicina em Foco (SP); Hospital São Paulo (HSP-UNIFESP); Hospital do Rim (HRim); ICESP; Rede D'Or São Luíz; Prevent Senior; NuDII; Ambulatório de Imunologia Clínica da UNIFESP.
Rua Frei Caneca, 1380 – Térreo, Consolação, São Paulo – SP (cruzamento com a Av. Paulista) · CEP 01307-002 · São Paulo/SP
5511918478345
Conteúdo informativo: não substitui consulta presencial. A conduta é definida após avaliação clínica individualizada.
Fontes e referências
Diretrizes, sociedades médicas e literatura consultadas na elaboração deste conteúdo. Esse raciocínio ganha contexto quando comparado com materiais da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)
Perguntas frequentes
Quais são os principais sinais de que a PrEP pode ser indicada para mim?
A indicação considera contexto, não rótulo. São critérios frequentes: relações sexuais sem preservativo com parceiros de status sorológico desconhecido, múltiplos parceiros, parceiro com HIV não suprimido viralmente, episódios prévios de IST nos últimos 12 meses, uso de PEP repetido e participação em redes sexuais de alta prevalência. A conversa franca com o médico define se a PrEP faz sentido na sua fase de vida.
Por quanto tempo preciso tomar a PrEP para estar protegido contra o HIV?
Depende do regime. Na PrEP diária, a proteção plena é alcançada em cerca de 7 dias para exposições anais e em torno de 20 dias para exposições vaginais. Na PrEP sob demanda (2-1-1), a proteção se estabelece com a tomada das 2 cápsulas de 2 a 24 horas antes da relação. Em nenhum dos casos a proteção é imediata, e a adesão é o fator decisivo.
A PrEP protege contra outras ISTs, como sífilis ou HPV?
Não. A PrEP é específica para HIV e não atua sobre sífilis, gonorreia, clamídia, HPV, hepatites virais ou mpox. Por isso o rastreamento trimestral das demais ISTs faz parte do acompanhamento, junto com vacinação contra HPV e hepatites e uso de preservativo em situações de maior incerteza.
Quais exames são obrigatórios antes de iniciar a PrEP?
São essenciais: teste para HIV (de preferência testagem combinada de 4ª geração), sorologia para hepatites B e C, sífilis (treponêmico e não-treponêmico), creatinina sérica com cálculo do clearance, gonorreia e clamídia em sítios pertinentes. Em mulheres cis, acrescenta-se beta-hCG quando indicado. Sem esses exames, não há prescrição segura.
Posso iniciar a PrEP se já tiver tido hepatite B?
Em geral, sim — mas com avaliação cuidadosa. Como o tenofovir e a entricitabina também tratam hepatite B, é preciso identificar se a infecção é resolvida, crônica ou se há imunidade vacinal. Em hepatite B crônica ativa, o acompanhamento conjunto com hepatologista é importante, especialmente diante de qualquer suspensão futura da PrEP, que pode desencadear reativação.
O que devo fazer se esquecer de tomar uma dose da PrEP diária?
Na maioria dos casos, basta tomar a dose esquecida assim que lembrar, desde que ainda esteja dentro do mesmo dia. Se já se aproxima do horário da próxima, pule a dose anterior e siga a rotina normalmente — nunca dobre. Esquecimentos repetidos em semanas seguidas merecem conversa com o médico antes de novas exposições.
A PrEP pode interagir com outros medicamentos que estou tomando?
Sim, embora as interações relevantes sejam poucas. Anti-inflamatórios em uso prolongado podem somar nefrotoxicidade ao tenofovir; alguns anticonvulsivantes e medicações para hepatite C exigem ajustes. Hormônios para pessoas trans não contraindicam a PrEP. Sempre informe seu médico sobre todos os medicamentos, suplementos e fitoterápicos em uso.
Quais são os riscos a longo prazo do uso da PrEP?
Estudos de longo prazo mostram um perfil de segurança favorável. Os pontos monitorados são pequenas reduções de densidade óssea e alterações discretas de função renal, geralmente reversíveis com a suspensão. O acompanhamento trimestral existe justamente para identificar precocemente qualquer alteração e ajustar conduta antes que se torne clinicamente relevante.
Como a PrEP é entregue: SUS, convênio ou consultório privado?
No SUS, a PrEP é gratuita, dispensada em SAEs, CTAs e UBSs habilitadas, mediante prescrição da equipe do serviço. Na rede privada, o médico que prescreve PrEP emite a receita e o paciente adquire a medicação em farmácias comerciais, com possibilidade de cobertura parcial por planos de saúde dependendo do contrato. A consulta privada costuma ser o caminho mais ágil.
Posso interromper a PrEP quando quiser?
Pode, mas com critério. Após a última exposição de risco, mantém-se a PrEP diária por mais 7 dias em sexo anal e por 28 dias em sexo vaginal antes de suspender. Em pessoas com hepatite B, a suspensão exige planejamento adicional. Retomar mais tarde é possível e, em geral, requer apenas nova testagem para HIV antes do reinício.
Aviso médico: este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica presencial. Para diagnóstico e tratamento individualizado, agende avaliação com um profissional habilitado. Dr. Celso Mendanha — CRM-SP 189080 / RQE 101779. Publicado em 27/05/2026. Última revisão: 27/05/2026.
O médico atende em diferentes hospitais e unidades parceiras; condições de atendimento, convênios aceitos e valores podem variar conforme o local escolhido. Confirme os detalhes no momento do agendamento.





0 comentários