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Cirurgia Metabólica


Cirurgia metabólica · São Paulo

Cirurgia metabólica: o tratamento cirúrgico do diabetes tipo 2

Mais do que perder peso: a cirurgia metabólica age sobre os mecanismos hormonais do intestino para controlar — e, em muitos casos, levar à remissão — do diabetes tipo 2 e da síndrome metabólica.


A cirurgia que trata o diabetes tipo 2Foco no controle metabólico, não apenas no peso

~70% de remissão do DM2Variável conforme o tempo de doença

Cirurgia robótica e laparoscópicaHospitais de referência em São Paulo

CRM-SP 167670 · RQE 78610
+3.000 cirurgias realizadas
Harvard · SBCBM · IFSO
Hospital Sírio-Libanês

Dr. Rodrigo Barbosa, cirurgião do aparelho digestivo especialista em cirurgia metabólica em São Paulo

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Passo 4 de 4

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IMC —

Esta triagem é apenas educativa e não substitui uma consulta médica. A indicação da cirurgia metabólica é sempre individualizada, conforme a Resolução CFM nº 2.429/2025.

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Honorários da equipe cirúrgica completa, materiais, diária hospitalar e acompanhamento pós-operatório inicial. A avaliação pré-operatória e os exames são orientados individualmente.

A consulta inicial com o Dr. Rodrigo Barbosa custa R$ 300 e é o ponto de partida para entender seu caso e definir a melhor conduta.

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A cobertura da cirurgia metabólica depende do cumprimento dos critérios da ANS e do CFM e da documentação médica (relatórios, exames e histórico de tratamento).
A cobertura e os critérios específicos variam conforme o plano contratado e a operadora. Nossa equipe pode orientar a verificação do seu caso.

Resumo para decisão

Cirurgia metabólica em resumo

A cirurgia metabólica usa técnicas da cirurgia bariátrica — em especial o bypass em Y de Roux — com um objetivo diferente: tratar o diabetes tipo 2 e a síndrome metabólica, e não apenas reduzir o peso. As regras no Brasil seguem a Resolução CFM nº 2.429/2025, que atualizou e ampliou os critérios de indicação.

Objetivo principal Controle e remissão do diabetes tipo 2 e da síndrome metabólica
Técnicas mais usadas Bypass em Y de Roux (preconizada) e sleeve gástrico
Técnicas alternativas Bipartição do trânsito intestinal — reconhecida pela Resolução CFM nº 2.429/2025, preferencial em casos revisionais
IMC para indicação A partir de 30, com diabetes tipo 2 ou outra comorbidade grave prevista em norma
Faixa etária Sem limite fixo de idade — decisão individualizada (a partir de 14 anos em casos selecionados)
Tempo de diabetes Sem exigência de tempo mínimo ou máximo; quanto mais cedo, maiores as chances de remissão
Via de acesso Robótica, videolaparoscópica ou, mais raramente, aberta
Internação Em média 2 a 3 dias, em hospital de grande porte com UTI

Quer entender o efeito específico sobre a glicemia? Veja também o conteúdo sobre bypass gástrico e diabetes tipo 2.

Entenda o conceito

O que é a cirurgia metabólica

A cirurgia metabólica é um procedimento sobre o aparelho digestivo cujo objetivo principal é tratar o diabetes tipo 2 e a síndrome metabólica. Usa as mesmas técnicas da cirurgia bariátrica, mas a indicação é orientada pelo controle da doença metabólica — e não apenas pela perda de peso.

Por muito tempo, acreditou-se que o controle do diabetes após uma cirurgia do estômago era apenas consequência do emagrecimento. Hoje sabemos que o efeito é mais profundo: ao reorganizar o trajeto do alimento pelo intestino, a cirurgia altera a liberação de hormônios intestinais — como o GLP-1 — que regulam a glicemia e a saciedade. É por isso que muitos pacientes melhoram o açúcar no sangue já nos primeiros dias, antes mesmo de perder peso de forma significativa.

Em vídeo: o que é a cirurgia metabólica

Objetivo

Tratar a doença, não só o peso

O foco é o controle do diabetes tipo 2 e das condições associadas, com a perda de peso como parte do processo.

Mecanismo

Efeito hormonal intestinal

A mudança no trajeto do alimento intensifica hormônios que regulam glicemia e saciedade — efeito independente do emagrecimento.

Resultado

Controle e remissão

Boa parte dos pacientes reduz ou suspende medicações do diabetes, com acompanhamento contínuo de longo prazo.

Quando é indicada

Quem pode fazer a cirurgia metabólica

As regras no Brasil seguem a Resolução CFM nº 2.429/2025, que atualizou os critérios da cirurgia bariátrica e metabólica. A indicação parte do IMC combinado à presença de diabetes tipo 2 ou outras comorbidades graves — sempre com decisão individualizada por equipe multidisciplinar.

IMC 30 a 34,9

Faixa metabólica

Indicação quando há diabetes tipo 2 ou outra comorbidade grave prevista em norma que se beneficie do tratamento cirúrgico. É o que distingue a cirurgia metabólica da bariátrica clássica.

IMC 35 a 39,9

Com comorbidade

Indicação quando há ao menos uma doença associada à obesidade, como diabetes, hipertensão ou apneia do sono.

IMC 40 ou mais

Indicação independente

A indicação cirúrgica pode existir mesmo sem outras doenças associadas, pela gravidade da própria obesidade.

Tempo de diabetes

Quanto antes, melhor

A norma atual não exige mais tempo mínimo ou máximo de diabetes. Clinicamente, porém, operar mais cedo — com boa reserva de insulina — aumenta as chances de remissão.

A Resolução CFM nº 2.429/2025 deixou de fixar idade mínima ou máxima: a decisão é individualizada. Em casos selecionados de obesidade grave com complicações, a cirurgia passou a ser possível a partir dos 14 anos, com avaliação criteriosa e consentimento dos responsáveis.

Em vídeo: como a cirurgia controla o diabetes

Passo a passo

Como a cirurgia metabólica é feita

Na maioria dos casos, a cirurgia é realizada por videolaparoscopia ou por via robótica, com pequenas incisões. A internação costuma ser de 2 a 3 dias, em hospital de grande porte com estrutura de UTI.

1

Acesso minimamente invasivo

Pequenas incisões permitem operar com câmera e instrumentos delicados — menos dor, menor risco de hérnias e recuperação mais rápida em relação à cirurgia aberta.

2

Confecção da nova anatomia

No bypass em Y de Roux, cria-se uma pequena bolsa gástrica conectada diretamente a uma porção mais distal do intestino — o ponto-chave do efeito metabólico sobre a glicemia.

3

Precisão da via robótica

Quando indicada, a plataforma robótica oferece visão tridimensional ampliada e movimentos articulados, favorecendo suturas precisas em planos profundos.

4

Grampeadores e segurança

Grampeadores cirúrgicos modernos padronizam as suturas mecânicas, e testes intraoperatórios verificam a integridade das conexões antes do fim do procedimento.

Equilíbrio honesto

Vantagens e limitações

Toda cirurgia tem dois lados. Conhecer benefícios e contrapartidas é parte de uma decisão consciente, tomada junto com a equipe médica.

O que a cirurgia oferece

  • Alta taxa de controle e remissão do diabetes tipo 2
  • Melhora frequente de hipertensão, colesterol e apneia do sono
  • Redução do risco cardiovascular a longo prazo
  • Perda de peso consistente e sustentada
  • Possível redução ou suspensão de medicações, com acompanhamento

O que exige atenção

  • Riscos cirúrgicos, como em qualquer procedimento de grande porte
  • Necessidade de suplementação vitamínica contínua (sobretudo no bypass)
  • Acompanhamento médico e nutricional por toda a vida
  • Mudança permanente de hábitos alimentares
  • Remissão não é cura definitiva: o diabetes pode retornar com reganho de peso

Comparação das técnicas

Sleeve ou bypass: qual a melhor técnica para o diabetes

As duas técnicas tratam obesidade e diabetes, mas funcionam de formas diferentes. Para o controle do diabetes tipo 2, a SBCBM preconiza o bypass em Y de Roux pelo seu efeito hormonal mais intenso. O sleeve é uma alternativa em casos selecionados.

Característica Sleeve gástrico Bypass em Y de Roux
Como funciona Redução do estômago em forma de tubo Redução do estômago + desvio intestinal
Efeito sobre o diabetes Bom, sobretudo via perda de peso Mais intenso, por forte efeito hormonal
Componente disabsortivo Ausente Presente (maior necessidade de suplementação)
Refluxo Pode piorar em alguns casos Costuma melhorar
Acesso endoscópico futuro Preservado Mais limitado ao estômago excluído
Indicação preferencial p/ DM2 Casos selecionados Técnica preconizada

Não existe técnica universalmente melhor: a escolha depende do seu perfil clínico, do histórico de refluxo, do grau de diabetes e de outros fatores avaliados em consulta.

Em vídeo: bypass ou sleeve para o diabetes

Técnica em evolução

Bipartição do trânsito intestinal: a técnica que preserva o caminho natural do alimento

A bipartição do trânsito intestinal associa a gastrectomia vertical (sleeve) a um desvio parcial do intestino. Diferente do bypass, ela preserva a passagem natural do alimento pelo duodeno e cria um segundo caminho, mais curto, até o intestino final — onde a estimulação hormonal sobre o controle da glicemia é mais intensa.

O que é a bipartição do trânsito intestinal

A técnica combina dois tempos cirúrgicos. Primeiro, faz-se a gastrectomia vertical — a mesma redução do estômago do sleeve. Em seguida, uma porção do intestino delgado final (íleo) é conectada à parte inferior do estômago, criando um segundo trajeto para o alimento.

É daí que vem o nome: o trânsito do alimento é “bipartido” em dois caminhos. Um segue a rota natural, passando pelo duodeno; o outro leva parte do alimento rapidamente ao íleo. Nenhum segmento do intestino é excluído ou desviado por completo, como acontece no bypass.

É uma técnica de origem brasileira, desenvolvida pelo cirurgião Sérgio Santoro, e vem sendo estudada justamente pelo seu perfil metabólico.

Por que ela tem um efeito metabólico potente

A chegada precoce do alimento ao íleo é o ponto central. Esse estímulo aciona de forma intensa a liberação de incretinas (como o GLP-1) — os mesmos hormônios envolvidos no controle do diabetes e na saciedade, e que também são alvo dos medicamentos modernos para emagrecimento.

Ao mesmo tempo, por preservar a passagem pelo duodeno, a técnica mantém uma rota de absorção mais próxima da fisiológica e conserva o acesso endoscópico ao estômago e às vias biliares — algo que o bypass clássico não permite com a mesma facilidade.

Na prática, a bipartição busca unir um forte efeito sobre o diabetes a um perfil de absorção potencialmente mais favorável. Ainda assim, exige a mesma disciplina de acompanhamento, exames e suplementação das demais cirurgias.

O que diz a regulamentação: a posição da bipartição no Brasil

A gastrectomia vertical com bipartição do trânsito intestinal é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina na Resolução nº 2.429/2025, que atualizou as regras da cirurgia bariátrica e metabólica no país.

A norma a classifica como técnica alternativa, com indicação preferencial para procedimentos revisionais — situações em que uma cirurgia anterior precisa ser complementada ou ajustada. As técnicas primárias, recomendadas na maioria dos casos, seguem sendo o bypass em Y de Roux e o sleeve.

Por ser uma técnica mais recente, suas evidências de longo prazo ainda estão em construção. Por isso a indicação é sempre individualizada e criteriosa — uma conclusão clínica para um perfil específico de paciente, e nunca uma escolha por modismo.

A bipartição não substitui o bypass nem o sleeve como primeira opção. Ela amplia o leque de soluções para casos selecionados e revisionais — e só uma avaliação presencial pode definir se faz sentido no seu caso.

Segurança e riscos

Quais são os riscos da cirurgia metabólica

A cirurgia metabólica é segura quando bem indicada e realizada em centro adequado, mas, como todo procedimento de grande porte, tem riscos. Conhecê-los faz parte de uma decisão responsável.

<1%Taxa de complicações graves em centros de referência
+3.000Cirurgias do aparelho digestivo realizadas
2–3 diasTempo médio de internação

Riscos no pós-operatório imediato

Trombose venosa

Prevenida com mobilização precoce, meias e medicação anticoagulante.

Sangramento

Acompanhado de perto nas primeiras horas e dias após a cirurgia.

Fístula nas suturas

Complicação rara, verificada por testes intraoperatórios e monitoramento.

Infecção

Reduzida com técnica minimamente invasiva e cuidados perioperatórios.

O que reduz os riscos

  • Avaliação pré-operatória completa e multidisciplinar
  • Cirurgia em hospital de grande porte com UTI
  • Técnica minimamente invasiva (laparoscópica ou robótica)
  • Equipe experiente e protocolos de segurança

Riscos de longo prazo

  • Deficiências nutricionais (ferro, B12, cálcio, vitamina D)
  • Necessidade de suplementação contínua, sobretudo no bypass
  • Reganho de peso sem mudança de hábitos
  • Necessidade de acompanhamento por toda a vida

Em vídeo: riscos e como evitá-los

Pós-operatório

Como é a recuperação

A recuperação é gradual e bem orientada. O retorno às atividades leves costuma ocorrer em cerca de 2 semanas, e às atividades plenas em torno de 4 a 6 semanas, conforme a evolução de cada paciente.

Dia
1–3

Internação hospitalar

Controle da dor, hidratação, início da deambulação e ajuste das medicações do diabetes. O início da dieta líquida é supervisionado.


sem

Primeira semana em casa

Repouso relativo, dieta líquida e hidratação rigorosa. Caminhadas leves são estimuladas para prevenir trombose.

2–3ª
sem

Retorno gradual

Evolução para dieta pastosa, retomada de atividades leves e do trabalho, conforme orientação. Primeiros retornos com a equipe.

1–6
meses

Consolidação

Reintrodução progressiva de alimentos sólidos, ajuste de suplementação e acompanhamento da remissão do diabetes com exames periódicos.

Em vídeo: a recuperação passo a passo

Alimentação

A alimentação após a cirurgia

A dieta evolui por fases, sempre com orientação da equipe de nutrição. O objetivo é cicatrizar com segurança, reeducar a relação com a comida e garantir os nutrientes essenciais.

Fase 1

Líquida

Primeiros dias: líquidos claros e ralos, em pequenos volumes, para proteger as suturas.

Fase 2

Pastosa

Alimentos batidos e amassados, ricos em proteína, introduzidos gradualmente.

Fase 3

Branda

Texturas macias e mastigação cuidadosa, ampliando aos poucos a variedade.

Fase 4

Sólida

Retorno à alimentação sólida equilibrada, com prioridade à proteína e à hidratação.

Nutrientes que merecem atenção

🥩

ProteínasPrioridade em todas as refeições para preservar massa muscular.

🩸

Ferro e B12Suplementação contínua, sobretudo após o bypass.

🦴

Cálcio e vitamina DFundamentais para a saúde óssea no longo prazo.

💧

HidrataçãoÁgua em pequenos goles ao longo do dia, fora das refeições.

O acompanhamento nutricional é conduzido pela equipe — incluindo a nutricionista Dra. Christiani Chaves — e é parte essencial do sucesso a longo prazo.

Em vídeo: alimentação e nutrientes

Aprenda em vídeo

A jornada da cirurgia metabólica em vídeos

Uma trilha em vídeo para você entender cada etapa — do conceito à recuperação — na voz do próprio cirurgião.

Entenda a cirurgia metabólica do começo ao fim

Reunimos os principais temas em vídeos curtos e diretos. Assista no seu ritmo e leve suas dúvidas para a consulta. Veja também o canal completo no YouTube.

Etapa 1Entender
Etapa 2Decidir
Etapa 3Operar
Etapa 4Recuperar

Comece por aqui

O que é a cirurgia metabólica

A explicação fundamental: o que é, como age sobre o diabetes tipo 2 e o que a diferencia da bariátrica clássica.

Histórias reais de quem passou pela cirurgia

Veja o relato de uma paciente sobre a experiência e o reencontro com a saúde.

Ver o relato completo

Experiência e confiança

Resultados que vão além dos números

Mais de três mil cirurgias do aparelho digestivo e uma trajetória dedicada ao tratamento do diabetes e da obesidade.

+3.000Cirurgias do aparelho digestivo realizadas
+1.200Avaliações de pacientes no Doctoralia
~70%Taxa de remissão do diabetes tipo 2*

VV
Vanessa Vitória
Paciente · relato em vídeo

No relato em vídeo, Vanessa conta como foi sua jornada — da decisão pela cirurgia ao reencontro com a saúde e a disposição no dia a dia.

F
FabianaPaciente
★★★★★

“Atendimento humano e muito cuidadoso. Cada etapa foi explicada com calma e clareza.”

E
ErikaPaciente
★★★★★

“Equipe atenciosa do começo ao fim. Me senti segura em todas as decisões.”

D
DanielPaciente
★★★★★

“Profissionalismo e acompanhamento de perto fizeram toda a diferença na recuperação.”

Veja mais avaliações no perfil do Dr. Rodrigo Barbosa no Doctoralia.
*Taxa de remissão é uma estimativa que varia conforme o tempo de diabetes e o perfil de cada paciente; não representa garantia de resultado.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre cirurgia metabólica

Respostas diretas às perguntas mais comuns. Para o seu caso específico, a avaliação presencial é sempre o caminho.

A cirurgia metabólica é um procedimento no sistema digestivo cujo objetivo principal é tratar o diabetes tipo 2 e a síndrome metabólica. Embora utilize as mesmas técnicas da cirurgia bariátrica — em especial o bypass em Y de Roux —, sua indicação é orientada pelo controle do diabetes, e não apenas pelo peso.

A técnica cirúrgica é praticamente a mesma. A diferença está no objetivo e na indicação: a bariátrica foca a perda de peso na obesidade grave, enquanto a metabólica foca o controle do diabetes tipo 2 — podendo ser indicada mesmo em pacientes com IMC mais baixo (a partir de 30), em situações específicas reconhecidas pelo CFM.

Sim. A cirurgia metabólica tem alta taxa de controle e remissão do diabetes tipo 2 — em torno de 70%, variando conforme o tempo de doença — muitas vezes já nos primeiros dias após a cirurgia, por mecanismos hormonais ligados ao desvio intestinal, independentes da perda de peso.

Não são concorrentes diretos — são ferramentas para momentos diferentes. Os análogos de GLP-1 (como semaglutida e tirzepatida) ajudam no controle da glicemia e do peso enquanto são utilizados, mas o efeito tende a regredir após a interrupção. A cirurgia metabólica atua de forma estrutural e duradoura sobre o diabetes, com altas taxas de remissão. A melhor escolha depende do perfil clínico e deve ser definida em avaliação individualizada.

Pacientes com diabetes tipo 2 (ou outras doenças metabólicas agravadas pela obesidade) a partir de IMC 30, conforme a Resolução CFM nº 2.429/2025, que atualizou as regras da cirurgia bariátrica e metabólica no Brasil. A nova norma ampliou o acesso: não há mais limite fixo de idade nem exigência de tempo mínimo ou máximo de diabetes para a indicação. A decisão é sempre individualizada após avaliação especializada.

O IMC mínimo é 30 — é justamente isso que distingue a cirurgia metabólica da bariátrica clássica. Nessa faixa (30 a 34,9), a indicação existe quando há diabetes tipo 2 ou outras comorbidades graves previstas em norma que se beneficiem do tratamento cirúrgico, conforme a Resolução CFM nº 2.429/2025.

Pela regra atual (Resolução CFM nº 2.429/2025), não há mais um tempo mínimo ou máximo de diabetes exigido para a indicação. Do ponto de vista clínico, porém, quanto menor o tempo de doença e melhor a reserva de produção de insulina, maiores tendem a ser as chances de remissão. Por isso a avaliação precoce continua sendo vantajosa, mesmo sem ser uma exigência formal.

A técnica preconizada pela SBCBM para o diabetes é o bypass gástrico em Y de Roux, pelo seu forte efeito hormonal. O sleeve gástrico é uma alternativa em casos selecionados. A Resolução CFM nº 2.429/2025 também reconhece técnicas alternativas, como a bipartição do trânsito intestinal, indicadas preferencialmente em casos revisionais. A via de acesso pode ser robótica, por videolaparoscopia ou, mais raramente, aberta.

É uma técnica metabólica que associa a gastrectomia vertical (sleeve) a um desvio parcial do intestino, preservando a passagem natural do alimento pelo duodeno e criando um segundo caminho, mais curto, até o íleo — o que intensifica o efeito hormonal sobre o diabetes. É reconhecida pela Resolução CFM nº 2.429/2025 como técnica alternativa, indicada preferencialmente em casos revisionais e selecionados, sempre após avaliação individualizada.

Sim. Embora o foco seja o controle do diabetes, a cirurgia metabólica promove perda de peso, já que utiliza as mesmas técnicas da bariátrica. Em muitos pacientes, a obesidade é uma consequência ou um agravante da síndrome metabólica — e a cirurgia atua sobre os dois problemas ao mesmo tempo.

Com frequência, sim. Por atuar sobre a síndrome metabólica como um todo, a cirurgia costuma melhorar não apenas o diabetes, mas também a hipertensão arterial e a dislipidemia (colesterol e triglicérides elevados), reduzindo o risco cardiovascular global do paciente.

Em média, de 60 a 120 minutos, realizada por via laparoscópica ou robótica, com pequenas incisões no abdômen. Casos com anatomia mais complexa podem ter duração ligeiramente maior.

A internação costuma ser de 2 a 3 dias. O retorno às atividades leves ocorre em cerca de 2 semanas e às atividades plenas em torno de 4 a 6 semanas, conforme orientação médica. O ajuste da medicação do diabetes começa já nos primeiros dias.

No pós-operatório imediato, os principais riscos são trombose, sangramento e fístula nas suturas. A longo prazo, destacam-se deficiências nutricionais (ferro, vitamina B12, cálcio e vitamina D), que exigem suplementação contínua quando a técnica é o bypass.

No caso do bypass — a técnica mais usada na metabólica —, sim. Por causa do componente disabsortivo, a suplementação de vitaminas e minerais é contínua e por toda a vida, com exames periódicos para ajustar as doses.

Pode ser. A cobertura depende do cumprimento dos critérios da ANS e do CFM e da documentação médica (relatórios, exames e histórico de tratamento). A cobertura e os critérios específicos variam conforme o plano contratado e a operadora — nossa equipe pode orientar a verificação caso a caso.

A Resolução CFM nº 2.429/2025 deixou de fixar idade mínima ou máxima para a cirurgia — a decisão passou a ser individualizada, com base no quadro clínico e no risco-benefício de cada paciente, avaliados por equipe multidisciplinar. Em casos selecionados de obesidade grave com complicações, a norma passou a permitir a cirurgia a partir dos 14 anos, com avaliação criteriosa e consentimento dos responsáveis.

A cirurgia leva muitos pacientes à remissão do diabetes — glicemia normal sem medicação. Contudo, remissão não é o mesmo que cura definitiva: o diabetes pode retornar, especialmente com reganho de peso ou abandono do acompanhamento. Por isso o seguimento de longo prazo é parte essencial do tratamento.

Quem conduz o tratamento

Dr. Rodrigo Barbosa

Dr. Rodrigo Barbosa, médico especialista em cirurgia metabólica e bariátrica em São Paulo

+3.000cirurgias realizadas

Cirurgião do aparelho digestivo dedicado ao tratamento cirúrgico do diabetes tipo 2, da obesidade e das doenças do aparelho digestivo. Atua com técnica minimamente invasiva — videolaparoscópica e robótica — em hospitais de referência em São Paulo.

Formação e atualização em centros de referência, com passagem por Harvard
Membro da SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica)
Membro da IFSO (Federação Internacional de Cirurgia da Obesidade)
Corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês
Mais de três mil cirurgias do aparelho digestivo realizadas

CRM-SP 167670 · RQE 78610

Cuidado completo

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O sucesso do tratamento metabólico vai muito além do centro cirúrgico. Você é acompanhado por uma equipe que cuida de cada etapa — antes, durante e depois da cirurgia.

Dr. Rodrigo Barbosa
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Cirurgião do aparelho digestivo
Dra. Valessa Tanganelli
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Equipe cirúrgica
Dr. João Spott
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Equipe cirúrgica
Dr. Bruno Velozo
Dr. Bruno Velozo
Equipe cirúrgica
Dra. Christiani Chaves
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Nutrição
Dra. Jaqueline Moreira
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Equipe assistencial
Dra. Adriana Marco Antônio
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Referências e revisão

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. As condutas descritas seguem as normas vigentes e a melhor evidência disponível, mas a indicação é sempre individualizada.

Revisão médica: Dr. Rodrigo Barbosa — CRM-SP 167670 · RQE 78610. Última atualização: junho de 2026.

Conteúdo revisado por médico e alinhado à Resolução CFM nº 2.429/2025.